por
Marshall Brain - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Introdução
Skydiving é uma dessas coisas que vemos em todos lugares: anúncios de refrigerante, filmes de ação, shows e ações militares.
Isso acontece porque o esporte é bastante atrativo. Saltar de um avião e cair pelo ar a quase 200 km/h é algo que mexe com as pessoas.
Você alguma vez já imaginou com funciona o skydiving?
- que tipo de equipamento os skydivers (pára-quedistas que praticam queda livre) usam?
- é seguro como esporte?
- como você se torna um skydiver?
- qual o custo?
Neste artigo responderemos a essas e outras perguntas. A próxima vez que você vir na
TV alguém saltando em queda livre, terá uma nova visão do que está acontecendo.
Um salto comum
Há muitos skydivers experientes nos Estados Unidos, com inúmeros saltos em seus currículos. Normalmente eles têm seu próprio pára-quedas, que eles mesmos preparam, e saltam todo fim de semana. Um salto comum para esse tipo de pára-quedista é mais ou menos assim:
- o pára-quedista dobra e checa seu pára-quedas;
- ele checa e liga o AAD (dispositivo de abertura automática);
- ele veste seu macacão de salto e põe o pára-quedas. Normalmente um outro pára-quedista checa as correias e o equipamento para certificar-se que está tudo OK;
- entra no avião. Dependendo do tamanho do avião, pode haver até 20 pára-quedistas dividindo o vôo;
- o avião sobe até a altitude de salto. Podem ser 3.000 metros, o que dá ao pára-quedista 45 segundos de queda livre - o termo usado em skydiving para a queda até o momento de abertura. É possível subir até a 4.900 metros sem suprimento de oxigênio, dando ao pára-quedista até 75 segundos de queda livre;
| Jerônimo!Você já ficou curioso em saber por que as pessoas gritam "Jerônimo!" quando saltam de um avião? De acordo com o The Straight Dope (em inglês), isso remonta à década de 40, quando um grupo de pára-quedistas do exército americano foi assistir a um filme de faroeste para aliviar a ansiedade sobre o salto do dia seguinte. Clique aqui (em inglês) para saber mais. |
- quando o avião está devidamente alinhado sobre o local do salto, os pára-quedistas saltam;
- o pára-quedista está em queda livre e acelera a 190km/h em cerca 10 segundos;
- a cerca de 750 metros, ele libera um pequeno pára-quedas chamado de piloto ou pilotinho, que abre o pára-quedas principal;
- o pára-quedista alinha o pára-quedas e pousa.
Um salto duplo
Se você nunca saltou antes, uma maneira comum de fazer o primeiro salto é o chamada salto duplo. Num salto duplo, você salta preso ao seu instrutor. O instrutor leva um pára-quedas grande - o suficiente para agüentar o peso dos dois. Ele controla todo o vôo para ter certeza de que nada saia errado.
Um salto duplo se parece bastante com o salto comum descrito acima. Eis as grandes diferenças:
- em um salto duplo, o aluno e o instrutor saltam presos um ao outro, portanto são necessárias algumas manobras antes do salto;
- logo após o salto, o instrutor abre um drogue (pequeno pára-quedas para manter a estabilidade durante a queda livre) de aproximadamente 1,2 metros de diâmetro, e ele permanece ali durante toda a queda. Sem esse drogue, o peso combinado do instrutor e aluno faria com que caíssem entre 290 a 320 km/h - muito mais rápido do que os quase 200 km/h. O drogue diminui a velocidade dos dois à velocidade normal de queda;
- quando chegar a hora de abrir o pára-quedas, o instrutor - ou o aluno - puxa um cordão que deixa o drogue fazer o seu serviço normal - o drogue puxa o pára-quedas para fora do invólucro;
- o instrutor e o aluno pousam juntos.
Na próxima seção vamos conhecer o equipamento que um pára-quedista usa.